Paraísos fiscais contaminam o sistema financeiro global

Por Ladislau Dowbor
Nicholas Shaxson – Treasure Islands:
uncovering the damage of offshore
banking and tax havens –
St. Martin’s Press, New York, 2011

Estamos acostumados a ler denúncias sobre os paraísos fiscais, mas a realidade é que apenas muito recentemente começamos a nos dar conta do papel central que jogam na economia mundial, na medida em que não se trata de “ilhas” no sentido econômico, mas de uma rede sistêmica de
territórios que escapam das jurisdições nacionais, permitindo assim que o conjunto dos grandes fluxos financeiros mundiais fuja das suas obrigações fiscais, esconda as origens dos recursos, ou mascare o seu destino.

Cerco à indústria brasileira de defesa: na contramão da tendência mundial, o Brasil desnacionaliza sua indústria bélica

Mauro Santayana - Jornal do Brasil

As forças militares brasileiras só dispõem de munições para uma hora de resistência, segundo declarou o general Maynard Santa Rosa a O Globo. No caso de uma situação de guerra, dependeríamos de um grande esforço diplomático, a fim de ganhar tempo e mobilizar a nação às pressas para a defesa do território. É certo que uma ocupação militar do Brasil por força invasora é quase impossível, e que teríamos condições de expulsá-la depois de imensos sacrifícios da população civil. Mas, nos restaria a destruição de nossos centros industriais mais importantes.Guerra quer dizer tecnologia. Desde o arco e a flecha — invenção que surgiu, segundo os antropólogos, com o neolítico — os países mais poderosos são aqueles na vanguarda da produção de armamentos. Preservar a paz é preparar-se para a guerra, conforme a constatação dos romanos. Quer pela nossa índole, quer por desídia, ou por confiança na sorte, o Brasil talvez seja, relativamente, o país mais indefeso do mundo.

Liderança da Globo: golpe do IBOPE?

Foram revelados os primeiros dados a partir da medição de audiência feita pela empresa alemã GFK. E adivinha? A audiência da Globo é menor do que os números que o IBOPE apresenta.O IBOPE tinha total controle sobre os dados referentes aos hábitos do telespectador brasileiro até agora. Mas a partir de uma união entre Record, SBT e Rede TV, a GFK passa a concorrer com o IBOPE, que segue sendo a fonte de dados da Rede Globo e da Bandeirantes.

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